segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sesações

Escrito em 21/07/10
Depois de ir a uma festa maravilhosa e muito engraçada na noite de ontem, acordei cansado e atrasado para trabalhar. Só me dei conta da beleza do dia quando pus os pés na rua ao sair do prédio. Havia um lindo sol no céu azul e um ar de praia que não sei de onde veio. Na verdade os dias de sol forte logo no inicio de manhã, acompanhados de vento sempre me fazem lembrar da praia. Fiquei um pouco triste quando me dei conta de já andar por ruas da cidade grande. Inconscientemente desviei meu caminho em direção ao rio, devo ter procurado-o na intenção de ver algo de praia nisso. Cruzando o Liffey tive a impressão de sentir cheiro de mar umas duas vezes. Um segundo depois virei a cabeça em direção ao porto e recebi uma jarrada de vento no rosto. Trazia o cheiro salgado e inconfundível do mar. Traído pela memória, socorrido pelos sentidos, me dei conta mais uma vez de viver ao lado mar. Ele fica meio escondido aqui, as vezes até esquecido, mas hoje apesar da distância, sem nem mesmo vê-lo, me deu esse presente maravilhoso que inspirou meu dia. Dessa forma repentina viajei por todas as praias que já pisei, passei frio e calor, peguei chuva, vi tempestades, fui criança mais uma vez, pesquei, queimei no sol, corri, joguei bola, caminhei e namorei. Transportado de volta a realidade, aterrisei parado no meio da ponte cruzando o Rio Liffey, olhei pra ele e o sol, e depois saí caminhando chorando pelas ruas de Dublin mais uma vez (quase rotina).
Descrevendo assim parece pouco e bobo, mas só quem tava lá (eu) viu que foi mágico, que foi muito bom e bonito. O amigo lá de cima tem feito dessas comigo. Espero que continue, obrigado sempre.

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