segunda-feira, 16 de maio de 2011

Domingo de sol

Escrito em 15/11/10
Hoje fui ao parque que ainda não avisa visitado, é bem perto de casa e fica escondido atrás de muros que se escondem atrás de prédios. Quem passa por ali, dificilmente percebe que no fim da rua sem saída, existe uma pequena passagem para pedestres. Quando cruzei o portal fui jogado dentro de um parque pequeno, frio, e que só não parece de filme de terror porque a grama estava impecavelmente bem aparada. O silencio bibliotecário era quebrado pelo barulho distante de alguns pássaros e o sino teimoso da igreja. Os bancos em ferro decorado, todos enfileirados, mostravam o quando vazio estava o lugar. Sentei buscando um pouco da luz não tão quente do sol de outono. A paz parecia ser carregada no ar, as poucas crianças que brincavam pareciam também sentir isso e respeitavam a quietude fúnebre. Os marcha da pequena anciã cheia de roupas faziam com que as minúsculas pedras dos caminhos gritassem, anunciando a cada passo a direção e a velocidade usada. Os poucos prédios visíveis dali, misturados a imagem das estátuas tristes e o muro de tijolos davam ao cenário a inconfundível visão do fim de tarde no domingo europeu.

O tempo de paz ali, vendo o desfile solitário dos velhos, me fez lembrar o quanto pode ser difícil aceitar a possibilidade de erros dentro das inúmeras escolhas que temos. O quanto podemos ser covardes diante de algumas decisões.

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