segunda-feira, 16 de maio de 2011

Escrito em 11/10/10
Hoje passei a linda tarde de sol dormindo deitado sobre a grama do parque perto de casa. Estava um sol gostoso demais para ficar dentro de casa e eu com preguiça demais para caminhar por aí. Meu casaco virou lençol, minha manta e tênis um travesseiro.
Além de ver as folhas descoloridas que começarem a cobrir a grama de outono, notei a vida de uns e sobre a minha um pouco pensei. Lembrei que pessoas se vão sem ter tempo de dizer e/ou ouvir o que gostariam. Eu não gostaria de morrer sem ter tempo de pedir desculpas, agradecer e me despedir. Também acho que se me despedir todos os dias eu não vou morrer tão cedo, pelo menos não antes de não ter mais de quem me despedir, pedir desculpas ou agradecer.
Assim agradeço hoje pela saúde que tenho, pela paz no meu sono, pela dor que desconheço em meu corpo. Agradeço pelo sol de hoje, a chuva de ontem e o vento de amanhã. Agradeço aos amores que tenho e as decepções que tive, aos amigos que ganhei e os inimigos que perdi. Agradeço as conversas que tive, as risadas que dei e beijos que ganhei. Agradeço aos felizes momentos que vivi e a coragem que ganhei dos dias ruins que passei. Agradeço ao mar que me banhou, ao calor do sol que aqueceu e o frio lá do sul que me fez saber o quanto é bom ter um casaco pra vestir. Agradeço aos duros conselhos que tive, os amargos sermões que ouvi e as palavras doces que guardei. Agradeço ao respeito que aprendi a ter, os livros que li e as músicas que gosto de ouvir.

Agradeço todos os dias à Deus por permitir mais um dia viver e mais uma vez tentar ser feliz, senão por um dia inteiro, pelo menos enquanto durar um sorriso. E quando ele dizer que já chega, eu direi: “Pai, Obrigado”. Talvez me faça de surdo um tempo. Não por medo dele ou do caminho a seguir, mas uma vez mais em agradecimento e ao prazer de tudo que tive e fui. Desde já um muito, muito Obrigado mesmo.

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