sábado, 29 de outubro de 2011


A palavra hoje é medo. Medo absurdo da felicidade que derrubou a porta, entrou sem pedir licença....chegou feito tornado, derrubando tudo, mexendo, revirando o pó guardados em frestas bem sujas de madeiras velhas....trouxe mudanças, novas vontades, conceitos, muita esperança, expectativas e claro, medo. Medo ridículo da morte, medo de ficar doente, medo dela, de perder ela, medo de errar com ela, medo... ridículo medo.
Insegurança de adolescente, fragilidade infantil e tolice dos velhos medrosos.
Coragem para tentar tudo, mudar o que for, por mim, por ela....
Difícil não relacionar alguns fatos à tempo perdido, difícil não relacionar outros à arrependimentos, mas tudo fez parte da construção do que sou hoje, então que assim seja, que sirva de lição, de carga de vida e seja aproveitado de alguma forma, sempre.

Coragem e vontade na viagem, expectativa ulcerante.....vontade de viajar acompanhada do medo de não chegar, de não regressar...medo mais uma vez. Tento fugir dele, mudar os pensamentos, evoluir no nível mental....melhor a qualidade dos pensamentos...briga constante....e ele volta. Como animal acuado, talvez busque nesse medo exagerado, a coragem para saltar por essa ameaça e correr para lugares mais seguros, onde o medo seria apenas uma experiência mais.
Saudade gigante, agonia visceral, um grande desconforto na ausência dela, órbita desorientada, caminhar desalinhado, solitário, foco desajustado, dependência química, genética de algo que me faltava nas veias e foi encontrado, logo depois levado embora.....algumas coisas não se medem, não se explicam e nem se busca uma razão lógica, apenas sente-se, vive-se....então viva, viva a vida, do jeito mágico que ela tem com cada um de nós. Obrigado sempre.

domingo, 11 de setembro de 2011

seus medos, seus venenos...

Escrito em 23 de agosto de 2011.

Acordei com um sussurro. Alguém me chamava, me despertava do meu sono de mochileiro exausto. Acordei palpitante, ofegante e sem saber onde estava. Na verdade eu não sabia em que país estava e com quem estava. Foram necessários poucos segundos para estabelecer a realidade, estou sozinho em um quarto de Hostel em Bruxelas. Completamente desperto eu tive tempo para pensar nos caminhos que dei à minha vida. Procurei entender meus passos, procurei saber o que me trouxe ao que eu sou hoje. Tento examinar o tamanho dos estragos das minhas frustrações, inseguranças e o quanto isso tem impedido que eu seja mais feliz. O que eu fiz da minha vida? Onde foi que eu deixei meus sonhos, minha autoconfiança que de tão grande beirava a arrogância. De onde veio essa insegurança, esse desajuste, esse desconforto com as pessoas, essa dificuldade em aceitar as pessoas e seus defeitos? Além disso, me dou conta do tamanho do estrago que tem a culpa pelos erros. Cresci e mesmo depois de bem grandinho sempre ouvi que teria tudo, que tinha a vida pela frente e ela me daria tudo. Talvez diante de tamanha oferta eu tenha esquecido que deveria fazer as coisas acontecerem. Esperei ser presenteado, o tempo passou e as coisas, o sucesso, a grandeza, o maravilhoso futuro não veio. Então me vejo traído pelo tempo, fui deixado para trás. Não fui perdoado pelos meus esquecimentos, minha preguiça, minha acomodação diante da certeza de um futuro invejável.
Agora meus pensamentos são interrompidos pelos trovões, haviam meses que eu não ouvia um. Vieram trazidos pelas chuvas fortes e os ventos cortantes dessa madrugada vazia. De volta aos meus pensamentos eu pergunto onde estará ela? A minha linda mulher, meu filho, minha casa de garagem grande e jardim perfeito? Quando foi que eu deixei de buscar isso? Ainda daria tempo de muitas coisas, mas eu seria no máximo um pai velho e um lar simples. Mas tudo tem seu tempo. Eu terei o meu? O remédio do nosso sucesso, assim como o veneno que nos mata está na nossa cabeça, preciso aprender a beber da coisa certa.

sábado, 10 de setembro de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


Todos temos fantasmas, todos vivemos em ilusão, procuramos caminhos, vivemos em duvidas....buscamos paz e as vezes desistimos do amor.
Desmonte seus monstros, construa sua vida e viva seus sonhos. Chore muito, chore todos os dias....chore na presença da beleza, veja beleza onde puder, feiúra apenas onde houver e distribua amor sempre que puder. Peça perdão, agradeça, reze e seja sincero quando rezar, mas seja acima de tudo, honesto com você mesmo. 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eu...


Quando criança, eu chutei gato, levei mordida de cachorro, corri de lagarto e de galinha. Eu já fiquei pendurado pela cabeça em uma arvore, depois foi pelo pé, mas foi pulando do telhado que eu cortei a boca.

Eu prendi meu dedão no pedal da bicicleta, corri de mãe da água, roí osso roubado de cachorro, joguei pedra no vizinho, roubei beijo da vizinha e neguei beijo para a prima.
Joguei muito futebol na beira da praia, chorei de medo no mar, dei risada na casinha dos salvas vidas e joguei bixiga nos desavisados. Fiz muita arte quando moleque....
Mesmo que um teço-teco, eu já pilotei avião, já caí de moto, andei de kart e dirigi caminhão. Jet-ski eu já montei, mas não dominei, assim como o cavalo xucro que uma vez me deram. Ski só de tênis e o tombo não foi bonito. Já fui Skeitista (patético), fiz natação, Judô, Aikido, Tênis, Paddle, e até em campeonato de vôlei eu joguei, mas prefiro futebol e minha bicicleta.
Eu já fui office boy, lavador de prato, vendedor de roupa, colocar de película de carro, segurança, auxiliar de escritório, pintor, garçom, carregador de copo, estudei para ser comissário de vôo e hoje sou PM. Eu ainda não entrei na universidade, mas passei por 6 escolas e uma infinidade de cursinhos. Sonho com a psicologia, sociologia e quem sabe a sala de aula.
Em poucas coisas eu me considero bom, uma delas é dirigir, ser chato também. Já tive mulheres interessantes, muitas delas bonitas, mas já fiz caridade também. Muitas me fizeram rir, poucas me deixaram chorar. Me apaixono fácil, mas também me desapego rápido.
Eu nunca saltei de pára-quedas, mas pulei muito de ponte. Já plantei um alguma árvore mas não me lembro bem onde, já salvei algumas vidas e nunca pretendo escrever um livro. Já admirei bandido e odiei padre. Aprendi que nem todo mundo é tão mal que não possa fazer o bem, e que, nem todo mundo é tão bom que não possa fazer o mal. Descobri que nada é tão ruim que não possa piorar, ou tão bom que não possa melhorar. Eu estive em Paris, Londres e outros lugares do mundo civilizado, mas creio que minha realização estaria nas visitas pela África. Já corri de tiro e facada, mas nunca me dobrei pra ninguém. Em alguns momentos demonstrei muita coragem, mas já carreguei a vergonha da covardia.
Viagei bastante, tomei muito banho de piscina, tentei ser surfista, visitei os maiores, melhores e mais antigos museus do mundo, li muito, recortei mapas, assisti muitos filmes, dancei muito, fiz muita festa, comi e bebi de quase tudo um pouco, mas resumo “a maravilha” nas coisas simples e boas da vida. Gosto mesmo é de um chimarrão com os amigos ou uma cerveja com carne, o lugar é irrelevante, importante são as pessoas....a felicidade está na simplicidade, na amizade e na maravilhosa relação entre as pessoas, suas energias, suas experiências. O melhor de tudo é dividir suas alegrias, realizações, angustias, frustrações e somar conhecimento, amizades e seguir sempre crescendo, aprendendo, evoluindo. Patrimônio é bom, mas o conhecimento é inalienável. E felicidade, só é verdadeira quando compartilhada.
De hoje em diante eu não sei o que vem, quem vem e então é sim tudo ainda meio novo, apenas peço sabedoria para reconhecer os bons e proteção para evitar os maus. 

sábado, 9 de julho de 2011

Talvez meu coração seja como um rabo de lagartixa, perco um pedaço cada vez em que ele é tocado. Assim como o também pegajoso bixinho, meu coração até se reconstrói depois, nasce um novo pedaço, a diferença é que passo assim a sentir tudo multiplicado, pois não perco a sensibilidade de cada pedaço que um dia foi perdido. Tenho mil corações, muitas razões, muitas vontades, desejos, amores, desencontros, frustrações e vontades. Sobre tudo tenho um arquivo aparentemente infinito e nele guardo ainda em cores fortes quase todas as luas que um dia me banharam.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sorrindo...

Sorri
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri
Quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorri
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

Tradução da música "Smile" de Charles Chaplin

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sólo le pido a Dios
Que el dolor no me sea indiferente,
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacío y solo sin haber hecho lo suficiente.

Sólo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente,
Que no me abofeteen la otra mejilla
Después que una garra me arañó esta suerte.

Sólo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.

Sólo le pido a Dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede más que unos cuantos,
Que esos cuantos no lo olviden fácilmente.

Sólo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente,
Desahuciado está el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente.


sábado, 4 de junho de 2011

...

Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe essa oração



http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE

sábado, 21 de maio de 2011



Cheiro de casa, cheiro de chá, cheiro de canela, da cidade de Canela, jeito de interior, do interior do campo. Onde as coisas simples não são feias, onde a simplicidade não é confundida com ignorância e onde a ignorância é bem simples.
Poucas coisas possuem o poder de reavivar a nossa memória como os aromas, eu entrei em uma pequena loja de produtos naturais, bem pertinho aqui de casa. Na verdade eu abri um portal. A decoração é diferente, o ar é leve, os sorrisos são sinceramente macios e o aroma eu já disse, é de casa. É de alguma casa, não sei ainda qual casa seria, se a minha, a nossa, a dos meus sonhos ou alguma qualquer. Eu não sei porque entrei, eu estava passando na frente e pulei para dentro. A troca da temperatura, da energia, da leveza do ar me deixou ali parado uns minutos, apenas entrei e fiquei parado sem fazer nada. Depois, devagarzinho me aproximei da prateleira dos chás, dos cafés. Me senti acariciado, acariciando aquelas coisas, aquela loja como se fosse minha, como se fosse minha memória, minha casa. Quando eu vi a atendente do caixa com um lenço preso na cabeça de uma forma tão simples e diferente, eu a reconheci na hora. Era uma amiga, na verdade eu não sei se é, mas senti como se fosse.
Então entre alguns ombros, cabeças e coisas ela curvou o corpo, espichou o pescoço, encontrou meu olhar e disse: “Oi”. Eu senti tanta vontade de chorar, de correr e abraçar ela. Lembrei da minha mãe, da minha bisa, parecia uma grande amiga perdida, eu não sei porque, eu só queria abraçar ela.
Eu ando um pouco triste, na verdade bastante triste, um pouco perdido, um pouco sozinho, um pouco longe de casa, um pouco com saudade de casa, um pouco doente, um pouco inseguro, um pouco iludido, um pouco enganado, um pouco medroso e um pouco emotivo. Espero que tudo passe, tudo fique mais claro, mais limpo e com uma energia mais colorida, mais vida, mais brilho, um pouco mais de luz para iluminar as minha vistas embebidas na escuridão da incerteza e medo de quem hoje acordou com um medo absurdo do amanhã. Posso ficar na cama e me esconder do mundo? Acho que não por muito tempo, mas hoje era tudo que eu queria.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Os sonhos que nós temos, cada com o seu...

“Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieto. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo capaz de atravessar — mentalmente, dormindo ou acordado — todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência. Não, não me atrevo. Então fico ainda mais confuso, porque também não sei se tudo isso não teria sido nem sonho, nem imaginação ou delírio, mas outra viagem chamada desejo.”

Caio F. Abreu

Um ano na Estrada

Escrito em 11/05/2011

Um ano de Dublin. Um ano fora de casa. Mas que casa? O que é uma casa? É a nossa família e a sensação de proteção que ela nos oferece? É isso somado as lembranças das ruas por onde crescemos? É a cidade onde estão nossos amigos? Eu ainda não sei o conceito disso, mas sinto uma falta dolorida do que eu tenho na idéia como sendo a minha casa.
Foi ano cheio de coisas novas, cheio de estranhezas, medos, encantos, contradições e muitas diversões. Quando encaro o espelho percebo alguns sinais do tempo na pele seca do meu rosto. Se eu envelheci em um ano e consigo perceber isso, o quanto os outros não perceberão? Não foi apenas a pele que mudou, o coração mudou, a cabeça virou e os ombros estão mais largos. Hoje eu quero carregar uma mochila maior, meu mundo tem mais coisas, minha bagagem tem mais peso, mas a vida ganhou leveza. Aprendi a carregar apenas o que realmente preciso, doar o que posso e eliminar o que faz mal. As duvidas hoje são maiores que antes de viajar, os passos iniciados no aeroporto de casa ainda não foram interrompidos e parecem não querer parar, mas a saudade teima em bater e as lágrimas em rolar.
Foi um ano onde as distâncias diminuíram, por exemplo, a distancia entre a euforia alegre e o encanto emocionado. Algumas outras distâncias ficaram estupidamente, dolorosamente maiores. Mas dizem que a vida é assim, não se pode ter tudo, não se pode ganhar sempre. E não é que eu só queira ganhar, eu apenas estou cansado de perder.
Hoje eu faço um ano de Irlanda, hoje eu recomeço aqui, e nada melhor para recomeçar que pessoas novas na nossa vida. Pessoas alegres, pessoas com brilho nos olhos e palavras proferidas em sotaque caseiro. E já que é para recomeçar, então que venha com um trabalho novo, melhor que isso. No mais famoso e antigo Pub de Dublin. O meu Pub preferido é a partir de hoje o meu local de trabalho.
Com tudo isso eu deveria estar eufórico, mas estou triste, estou sozinho em Dublin, assim não tem graça. Contradição, razão e emoção. Vivo alternando entre isso.

APRENDERÁS...

Escrito em 09/05/11

Después de algún tiempo aprenderás la diferencia entre
dar la mano y socorrer a un alma...
...Y aprenderás que
amar no significa apoyarse, y que compañía no siempre
significa seguridad...
Comenzaras a aprender que los besos no son contratos,
ni regalos, ni promesas...
Comenzarás a aceptar tus
derrotas con la cabeza erguida y la mirada al frente,
con la gracia de un adulto y no con la tristeza de un
niño...
Y aprenderás a construir hoy todos tus
caminos, porque el terreno de mañana es incierto para
los proyectos y el futuro tiene la costumbre de caer
en el vacío.
Después de un tiempo aprenderás que el sol quema sí te
expones demasiado...
Aceptarás que incluso las
personas buenas podrían herirte alguna vez y
necesitarás perdonarlas...
Aprenderás que hablar
puede aliviar los dolores del alma...
Descubrirás que lleva años construir confianza y apenas unos
segundos destruirla,
y que tu también podrás hacer
cosas de las que te arrepentirás el resto de la vida...
Aprenderás que las verdaderas amistades continúan
creciendo a pesar de las distancias...
Y que no importa
que es lo que tienes, sino a quien tienes en la vida...
Y que los buenos amigos son la familia que nos
permitimos elegir...
Aprenderás que no tenemos que cambiar de amigos, sí
estamos dispuestos a aceptar que los amigos cambian...
Te darás cuenta que puedes pasar buenos momentos con
tu mejor amigo haciendo cualquier cosa o nada,
solo por el placer de disfrutar su compañía...
Descubrirás que muchas veces tomas a la ligera a las
personas que más te importan y por eso siempre debemos
decir a esas personas que las amamos, porque nunca
estaremos seguros de cuando será la ultima vez que las
veamos...
Aprenderás que las circunstancias y el ambiente que
nos rodea tienen influencia sobre nosotros, pero
nosotros somos los únicos responsables de lo que
hacemos...
Comenzarás a aprender que no nos debemos
comparar con los demás, salvo cuando queramos
imitarlos para mejorar...
Descubrirás que se lleva mucho tiempo
para llegar a ser la persona que quieres ser, y que el
tiempo es corto.
Aprenderás que no importa a donde llegaste, sino a
donde te diriges y si no lo sabes cualquier lugar
sirve...
Aprenderás que si no controlas tus actos,
ellos te controlaran y que ser flexible no significa ser débil
o no tener personalidad,
porque no importa cuan
delicada y frágil sea una situación:
siempre existen dos lados.
Aprenderás que héroes son las personas que hicieron lo
que era necesario, enfrentando las consecuencias...
Aprenderás que la paciencia requiere mucha práctica.
Descubrirás que algunas veces, la persona que esperas
que te patee cuando te caes, tal vez sea una de las
pocas que te ayuden a levantarte.
Madurar tiene mas que ver con lo que has aprendido de
las experiencias, que con los años vividos.
Aprenderás que hay mucho mas de tus padres en ti de lo
que supones.
Aprenderás que nunca se debe decir a un niño que sus
sueños son tonterías, porque pocas cosas son tan
humillantes y sería una tragedia si lo creyese porque
le estarás quitando la esperanza...
Aprenderás que cuando sientes rabia, tienes derecho a
tenerla, pero eso no te da el derecho de ser cruel...
Descubrirás que solo porque alguien no te ama de la
forma que quieres, no significa que no te ame con todo
lo que puede, porque hay personas que nos aman, pero
que no saben como demostrarlo...
No siempre es suficiente ser perdonado por alguien,
algunas veces tendrás que aprender a perdonarte a ti
mismo...
Aprenderás que con la misma severidad conque juzgas,
también serás juzgado y en algún momento condenado...
Aprenderás que no importa en cuantos pedazos tu
corazón se partió, el mundo no se detiene para que lo
arregles...
Aprenderás que el tiempo no es algo que pueda volver
hacia atrás, por lo tanto, debes cultivar tu propio
jardín y decorar tu alma, en vez de esperar que
alguien te traiga flores.
Entonces y solo entonces sabrás realmente lo que
puedes soportar; que eres fuerte y que podrás ir mucho
mas lejos de lo que pensabas cuando creías que no se
podía más.
Es que realmente la vida vale cuando tienes el valor
de ¡enfrentarla!

William Shakespeare

Plim Plim

Escrito em 05/04/2011

Não foi namoro, foi casamento desde o inicio

RESSURGE A DEMOCRACIA
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas,
independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes aos seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada. Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo. Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez. Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos.
Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo. As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, "são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.
No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei. Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.
Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País. Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.
Editorial do jornal "O Globo" do Rio de Janeiro, em sua edição de 02 de setembro de 1964.

É para quem ainda duvida que as Organizações Globo apoiaram e muito se beneficiaram com a Ditadura Militar.

Postado por Juremir Machado em 05/04/2011 no Correio do Povo que titulou a matéria assim: "Quando o Jornal O Globo bajulava a Ditadura Militar".
Nós faremos tudo isto
Tudo
Sozinhos
Nós não precisamos
De nada
Ou de ninguém
Se eu deitar aqui
Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?
Eu não sei direito
Como dizer
Como me sinto
Aquelas três palavras
são ditas demais
Elas não são o suficiente
Se eu deitar aqui
Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?
Esqueça o que foi dito
Antes de ficarmos muito velhos
Mostre-me um jardim que esta se abrindo para a vida
Vamos passar o tempo
Perseguindo carros
Em volta de nossas cabeças
Eu preciso de sua graça
Para me lembrar
De encontrar a minha
Se eu deitar aqui
Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?
Esquecer do que nos falam
Antes de ficarmos muito velhos
Mostre-me um jardim que esta se abrindo para a vida
Tudo que eu sou
Tudo que eu sempre fui
Esta aqui em seus olhos perfeitos, eles são tudo o que eu consigo ver
Eu não sei onde
também estou confuso sobre o "como"
Apenas sei que estas coisas nunca mudarão para nós
Se eu deitar aqui
Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

Link:
http://www.youtube.com/watch?v=bJxa2J1T9Ng

O boçal, as abóboras, os bailes e a besta

Escrito em 01/04/11

Tudo o que eu gostaria era que as casas representativas do povo fossem repletas de Bolsonaros. E eu não digo isso por concordar com a filosofia de extrema direita dele, muito menos com a boçalidade enraizada naquele ser. Menos ainda com o racismo e a homofobia que exalam dele. Eu acho tudo isso muito pobre, muito baixo e de uma ignorância tremenda. Até assusta-me saber que essas coisas venham de um Oficial das Forças Armadas e que hoje é um deputado bem votado. Mas eu gosto da opinião escancarada, quase caricatural dele. E adoraria que todos os políticos fossem assim, gritassem aos ventos as suas opiniões, suas convicções. Dessa forma o cidadão, ciente da forma de pensar desse candidato, teria pelo uma chance em votar em alguém condizente com suas crenças. O que se vê hoje são discursos prontos, montados para agradar a quase todos e com uma censura que proíbe quaisquer palavras que possam acarretar em perda de votos. Esse modelo de político é tão sujo, talvez até mais feio que o próprio Bolsonaro, que dentro da sua terrível verdade pessoal, bate no peito e assume a forma de pensar e as coisas que diz. A coragem dele é inegável e deveria ser estimulada. Não deveriam repreender alguém que diz o que pensa, por mais que se discorde das coisas ditas. Esse massacre, esses ataques contra o deputado com ares nazistas, fazem com que os outros deputados apenas reforcem a idéia do discurso perfeito. É uma pena que o país ainda não tenha aprendido a exercer e deixar que exerçam o direito de opinião. E eu não digo se deva ouvir calado tudo o que o infeliz falou. Acho válido o debate sobre o que foi dito, algumas coisas até poderiam passar em branco, pois nem merecem discussão de tão absurdas. De qualquer forma, deixem o homem falar, deixem a Direita Nacionalista mostrar a cara. Ou preferem o estilo “bom painho” Antônio Carlos Magalhães, quem sabe o modelo “Democrata” de Ônix Lorenzoni então? É direito dele e facilita muito a vida do eleitor. É uma pena que os outros não tenham a mesma burra coragem e se escondam na vergonhosa esperteza. Mas pelo jeito a regra é essa, é assim que o brasileiro prefere.

Enquanto isso Porto Alegre continua sangrando, chorei lendo as noticias que há meses resistia em ler. É empresário assassinado pela quadrilha de roubos de carros. É criança violentada, é máfia dos jogos e uma variedade de mazelas que retratam a doença enraizada na cultura da omissão, da desinformação e do egoísmo no jeito simpático do brasileiro viver.

Na Líbia, a Força de Coalizão (isso soa como a liga da justiça) luta contra o mau e promete continuar a salvar o mundo das mãos dos tiranos. Tribunal Internacional para julgamento de crimes contra a humanidade? Zona de Exclusão Aérea? Os EUA reconhecem a legitimidade do Governo Rebelde e apóia as negociações de paz? Que porra é essa, quem acredita nisso ainda? A vergonha no Iraque nem acabou e eles já criaram essa. Eu queria ter nascido homem, ter vergonha na cara e explodir uma loja da Ford ou um McDonalds cheio de criança loirinha brincando no 4 de julho. Quem sabe assim o mundo não pára e pensa na guerra.

A pior doença social é a inaptidão de entender os fatos históricos e suas circunstâncias.
Isso me lembra a covardia. E ela não tem apenas dois lados, são três. O que morre, o que mata e o que deixa matar. Se um dia um tirano mata judeus, porque você deveria temer? Você não é Judeu mesmo. Logo ele começa a matar negros. Mas porque temer, você é branco. Depois vem a Líbia, mas ninguém dá bola, eu nem sei onde é a Líbia. E quando esse tirano bater no seu ombro e dizer que é a sua vez, não adianta chorar, estão todos dominados ou mortos, ninguém pode te socorrer, ninguém mais tem força para lutar.

Eu queria lutar, eu queria era poder ajudar, mudar, informar, derrubar alguns e levantar outros, mas hoje me sinto fraco. Perdi as forças, os anos de trabalho, formação e estudo não me fortaleceram, não me encorajaram e mesmo me fazendo entender um pouco o funcionamento da estrutura vil que mantém a doença dentro do nosso grande jardim, eu não me sinto capaz de fazer oposição. Hoje estou como um para o pai que chora a morte do filho abraçado ao corpo caído e não tem força e cabeça para levantar os olhos e ver o assassino fugir caminhando.
Talvez seja apenas a covardia abastecida pelo conforto do banho quente e a cama limpa.

Todo Cambia


Escrito em 24/03/11

Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo

Cambia el clima con los años
Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia el mas fino brillante
De mano en mano su brillo
Cambia el nido el pajarillo
Cambia el sentir un amante

Cambia el rumbo el caminante
Aúnque esto le cause daño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia

Cambia el sol en su carrera
Cuando la noche subsiste
Cambia la planta y se viste
De verde en la primavera

Cambia el pelaje la fiera
Cambia el cabello el anciano
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Pero no cambia mi amor
Por mas lejo que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente

Lo que cambió ayer
Tendrá que cambiar mañana
Así como cambio yo
En esta tierra lejana

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia

Pero no cambia mi amor...

Música de Mercedes Sosa

Escrito em 20/03/11


Quando eu saí do trabalho hoje, meu corpo e cabeça pediam uma relaxada. Então rumei ao fervo boêmio da capital mundial dos que gostam de tomar uma cervejinha. Entrei em vários pubs e bares e não me senti à vontade. Não eram aquelas as atmosferas que eu procurava. Hoje eu não queria festa nem bagunça, a sonoridade teria que ser melódica, quase melancólica, a cerveja tinha que ser original e a bagunça obrigatoriamente deveria se uma mistura cultural. Entrei em um bar com data de inauguração de 1860 (se não em engano). O nome do lugar deu nome ao bairro (Temple Bar) e é o mais famoso da cidade. Além de reunir uma mistura absurda de turistas, O Pub centenário é também freqüentado pelos teimosos e fiéis Irlandeses que parecem reverenciar o lugar. Então mais uma vez eu entrei, e pela milésima vez me encantei com o tamanho do balcão do bar, com a decoração, com os diversos ambientes, com a energia pulsante e sua música boa. De posse de uma gelada eu fui me colocar de frente ao palco. Lá estavam tocando e cantando os talentosos de sempre e da mesma forma a música que convida todo o povo ao coro e faz aquilo tremer de uma forma linda. Hoje eu não queria conversa, eu queria ouvir a minha música, tomar a minha cerveja e voltar para casa feliz. Mas eu estava na Temple Bar, dentro do Temple Bar, então o animo muda, a conversa aparece e agente canta junto. De qualquer forma, o espírito teimoso do dia era saudosista, então eu olhava o teto decorado, os degraus que levam ao palco, as expressões dos músicos, a reação do público e alguns detalhes minúsculos do mágico ambiente. Eu rezei cada música ali tocada e devagarzinho fui me despedindo de Dublin. A saudade veio correndo e pisou forte meu peito fazendo doer o coração. Dentro de uma intensidade difícil de explicar, dentro de uma perspectiva difícil de fazer entender eu vivi aqui um ano. Despeço-me com as armaguras de quem não teve um relacionamento perfeito, mas sobre tudo com a saudade de quem amou demais esses dias juntos e que no conjunto foram lindos e felizes demais demais. Em lágrimas como as roladas na ultima música da noite eu as repito agora cantando de novo “ I can’t live with or without you”.

Ouvir música do U2 dentro do Temple Bar tomando uma Guinness não é coisa que se explique, é coisa que se canta e sente-se.

Com o coração acostumado a tremer, com o corpo cansado do que é parado, agente pede sempre mais movimento. Então que venha a España e o todo calor que nesse nome está contido.
"Vale?"
Escrito em 14/03/11
Eu ainda não consegui achar um ponto de entendimento sobre o que é as pessoas chamam de sucesso e fracasso. Falta-me ainda a noção do conceito de amizade e felicidade. Talvez para isso eu tenha que rever alguns outros conceitos que os tenho como sendo fundamentais como caráter, sinceridade, respeito...
Será mesmo que andei até aqui carregando conceitos invertidos, perdi tanto tempo assim?
Engraçado porque tenho baseados nesses últimos uma crença veemente, mesmo assim me pego questionando porque parassem fora uso, contradizem com a lógica atual.
Escrito em 23/02/11

Hoje acordei triste
Hoje acordei com medo de me perder
Então sem baixar a cabeça fui trabalhar
E então foi aí que perdi muito
Foi um dia triste
Foi um dia ruim
Onde os desafios vieram como medo
Onde o medo veio em forma de tiro
Onde o tiro veio com pedido de socorro
O socorro veio apenas em um grito
Hoje foi um dia triste
Hoje eu senti medo
Eu senti dor
Eu sangrei e tive muito frio
Então você chegou me abraçando
O frio passou
O barulho se foi
O medo deu seu lugar
O sangue já não pesa mais
Os gritos eu já não ouço mais
As armaduras ficaram para trás
O silêncio é confortante, a sensação é agradável.
E eu sinto uma leveza de paz trazida no teu sorriso
Olho para trás e lembro que eu ainda queria lutar, a guerra não é mais minha.
Tudo continua e eu não luto mais
Hoje foi um dia triste
Hoje foi o dia em que parei de lutar
Hoje foi o dia em que você me carregou pra longe dessa loucura
Depois de hoje eu não preciso mais sentir medo
Meu sangue não dói mais
Minha cabeça não pesa
Mas eu não queria parar de lutar
Hoje foi um dia triste
Hoje foi o dia em que conheci muito da verdade
Hoje foi o dia em que te encontrei
É sempre bom te ver, obrigado mais uma vez pelo abraço
Mas eu não queria parar de lutar
Hoje foi um dia triste
Foi o dia em que eu fui tirado da luta
Hoje foi um dia ruim
Fico triste quando lembro o que aconteceu
Preciso seguir em frente e esquecer
Foi o dia em que me deram a liberdade e me tiraram a vontade
A guerra acabou pra mim, mas todos continuam lutando
Mas eu não queria parar de lutar
Eu preciso esquecer isso
Então vem comigo, vamos deixar tudo pra trás
Eu prometo não sair do teu lado mesmo quando o medo vier
Prometo sorrir e fazer você parar de chorar
Prometo te amar da forma mais pura que há
Prometo tudo que te faça ficar
Mas a minha natureza é essa
Então não me peça para ficar quando outra guerra começar
Porque eu não queria parar de lutar

Se a estrada fosse toda reta talvez não teria graça

Escrito em 20/02/11

Eu vejo um horizonte trêmulo
Eu tenho os olhos úmidos
Eu posso estar completamente enganado
Eu posso estar correndo pro lado errado
Mas "a dúvida é o preço da pureza"
E é inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo
"não corra, não morra, não fume"
Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes.
Escrito em 17/02/11
Dias atrás eu escrevi sobre isso, mas o assunto é recorrente e achei que poderia escrever mais uma vez. Quem sabe não é tudo que um dos milhões de leitores que eu tenho esteja precisando ler como estimulo.

Sem fazer papel de palhaço, nem bancar o bobo para ninguém, brinque de sorrir pelo menos metade do seu dia. Garanto que o aparecimento precoce das rugas será recompensado. Sei que às vezes é difícil sorrir, pedir para algumas pessoas fazerem isso pode até soar ofensivo devido aos seus dramas pessoais. Mas pega leve com o mundo, ele pega leve com você.
Converse com crianças, deixe uma delas te ensinar a assoviar. Cante bem alto saindo do chuveiro musica do U2, de preferência com a letra errada mesmo. Sem ser um debochado humilhante, troque duas palavras com o velho bêbado com cara de mendigo maluco. Estale os dedos para o guaipeca deitado na porta do prédio, ele vai levantar rápido e abanar o rabo. Poderá logo parar se notar sua cara séria. Mas ficará eufórico se você virar-se para ele e sorrir. Se até um cachorro sarnento entende um sorriso, imagina o que não pode fazer no dia-a-dia. E é nesse dia-a-dia que agente vive, e é nele que devemos buscar felicidade. Deixar para se feliz quando o fim do ano chegar é maluquice. Deixar para ser feliz na hora de casar, fazer a viagem dos sonhos ou quando comprar uma casa é se condenar na infelicidade, pois esses momentos são raros e passageiros. Quanto tempo você acha que têm mais de vida? Vai mesmo apostar tudo no futuro? Boa sorte amigo.
Adiar felicidade é o mesmo que adiantar a morte.

Ar fresco as vezes é bom para refrescar a conciência

Escrito em 16/02/11

Depois de meses de planejamentos e estudos orçamentários, hoje finalmente foi adquirido algo que era modificará a vida desse usuário de computador. A aquisição do mini ventilador com conexão USB para ser usado no computador possibilitará maior conforto no uso do equipamento. Além disso, permitirá o trabalho em dias quentes, evitando assim o desperdício de mão de obra, que antes produzia com baixo rendimento devido ao forte calor. Esse upgrade, que já é o 5º da máquina, perde em relação a valores à maioria dos investimentos anteriores, mas deixa notória a preocupação da administração não apenas como o rendimento do equipamento, mas também o conforto do usuário. Somando os valores de investimentos realizados nos últimos meses, chegaremos à marca de € 19,00 (fone 10,00; cabo 1,00; microfone 3,00; mini abajur 3,00 mini ventilador 2,00). Os números falam por si e deixam claro o tamanho do comprometimento da atual administração com as promessas de campanha.

É mais ou menos com essa seriedade que são escritas algumas noticias no Brasil. Pior ainda quando as “notícias” (propaganda) partem diretamente de órgãos do governo. Eu digo pior porque devem ter sido feitos estudos e contratações de pessoal especializado para fazer esse tipo de divulgação (notícia). É o país da piada pronta mesmo.

Quanto ao meu ventilador, adquiri para ver se funcionava a criação mais irritantemente inútil (mas vou usar, certo) que me provocava na prateleira há meses. Comprado por esse valor então é uma afronta. Tudo isso claro, graças a valorização do Euro em relação as outras moedas. Traduzindo, produção escrava nos paises asiáticos com matéria prima extraída de forma irregular no resto do 3º mundo. Eta nóis.

Para se ter uma idéia do valor real desse produto eu me dei ao trabalho de fazer alguns cálculos. € 2,00 do ventilador dariam para comprar 6 garrafas de cerveja na Tailândia ou um bom almoço. Quem sabe um bocado de arroz e feijão na África, talvez um cachorro quente no Brasil ou ainda ou contribuir para a exploração sexual infantil e adquirir uma “prostituta” virgem de 11 anos no Vietnam.
Relatei isso para lembrar que devemos ter o mínimo de responsabilidade quando compramos algo e para onde destinamos o nosso dinheiro. Que mesmo sendo nosso e suado muitas vezes, no mundo globalizado, nosso investimento em futilidades poderia condenar ou salvar alguém do outro do planeta. Você realmente não se importa?

Frases estúpidas, jóias caras e raros idiotas.

Escrito em 13/02/11

Os valores das coisas mudam de acordo com a necessidade e invariavelmente de acordo com o calendário. Existe uma frase que não faria muito sentido tempos atrás, mas hoje possuiu um tom melhor: “ A vida não é medida pelo tempo que você respira, mas pelos momentos que nos deixam sem fôlego”.

Que frase bonitinha. Alias, era. Eu gostei tanto dela, gostaria de postar. Faz tanto sentido para mim hoje, mas deixei de achar graça até eu lembrar que parece uma daquelas frases prontas de MSN e Orkut. Pronto, já me irritei, perdi a vontade de inserir coisas harmoniosas no meu Blog, Fiquei com raiva, agora tô puto, não posso nem socar a parede por que essa merda aqui é de gesso, é uma bosta fraca que se ouve tudo do quarto ao lado (melhor nem falar).
Todo mundo agora é filósofo, tem até uma crônica velha do Jabor sobre isso. O problema é o mau gosto, nooooossa. O cara lê cada merda. Dá uma puta vontade de chamar aquele infeliz (que por desgosto está até bloqueado no MSN) e dizer: “Ô Filho do capeta, Ô espírito sem luz, tu não sabe ler anormal, esqueceu? O cara desenha o nome do mesmo jeito de quando tinha 4 anos. O único “livro” lido foi o gibi pornográfico roubado do irmão mais velho e hoje cita de Calígula à Chico Xavier como se fosse o que leu no Jornal antes do café da manhã (como se isso se lesse em jornal. Ah, ele não sabe). Por favor amigo, ô jóia rara, vai escrever a placa do trem que te atropelou monstro.

Minha revolta me deixa com vontade de citar algumas frases lindas usadas no MSN, mas por cautela social (estou virando um bundão mesmo) exibirei apenas uma frase minha (não creio, mas não lembro de ter ouvido outro idiota dizer . Repito ela desde meus 9 anos). Eis então: “É por isso que o Brasil não vai para frente, fica aí todo mundo querendo fazer cachorro quente do “_a_” da gente.

Ah cacete. Fui ler o texto para ver se estava bom e achei a palavra “jóia” (linha ãhh, a procura ô preguiça). Nossa, me lembrei de outro tipo de idiota. Os que compram coisas como jóias raras. Isso mesmo, aquelas coisinhas feias e brilhantes pela qual se matam aos milhares na África e enriquecem os inescrupulosos no meio“civilizado”. Mas tudo bem, esse assunto nem é pra mim mesmo. Quem sou eu para falar sobre isso? Sou simples assalariado. Nunca comprei uma, quem sabe quando tiver uma eu entenda o sentido real sobre ser um cara que usa jóia. Quem sabe também um dia quando eu crescer e ganhar dinheiro, eu possa comprar para minha digníssima esposa uma chinela Havaiana por U$ 1500,00 pelo fato de possuir umas pedrinhas bonitinhas, assim ela pode se exibir na piscina e desfilar feito uma vagabunda mais chique. Quem sabe eu, no alto da minha cretinisse consiga compra um Nokia por € 6.000,00 porque é de ouro e assim posso mostrar riqueza e poder à todos, compensando dessa forma a minha total falta de senso de débil-mentalismo. Melhor ainda, depois dos lucros inescrupulosos de negociatas suspeitas eu consiga adquirir um relógio de R$ 120.000,00 e fazer com que todos esquecerem, ou pelo menos suavizarem a má idéia, de que sou pedófilo e tenho o “pé” pequeno demais. Mas tudo bem, isso são apenas magoas de um simples trabalhador (porem sempre observador).

Depende do que te guia

Escrito em 08/02/11

Vou voltar na primavera
E era tudo que eu queria
Levo terra nova daqui
Quero ver o passaredo
Pelos portos de Lisboa
Voa, voa que eu chego já
Ai se alguém segura o leme
Dessa nave incandescente
Que incendeia minha vida
Que era viajante lenta
Tão faminta da alegria
Hoje é porto de partida
Ah! Vira virou
Meu coração navegador
Ah! Gira girou
Essa galera

Eta saudade bem boa, bem ruim que dói no peito e na lembrança. Eta mundo bem bão de viajar e por ele sorrir e chorar.
É preciso navegar, sempre. Seja na cabeça, seja nos livros, nas músicas, cruzando mares e descobrindo montanhas. Seja nas fotografias antigas ou nos desenhos de novos projetos. O importante é sempre o movimento sentido por quem navega nessa vida.

São Jorge

Escrito em 03/02/2011
"A foto seria o retrato (pintura) original, tá bonita. Por isso não me importo em repetir a postagem, tá valendo".

Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés, não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos, não me peguem, não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal

Armas de fogo, meu corpo não alcançará
Facas, lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar
Cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge

Jorge é de Capadócia, viva Jorge!
Jorge é de Capadócia, salve Jorge!

Perseverança, ganhou do sórdido fingimento
E disso tudo nasceu o amor
Perseverança, ganhou do sórdido fingimento
E disso tudo nasceu o amor

Ogam toca pra Ogum
Ogam toca pra Ogum
Ogam, Ogam toca pra Ogum

Jorge é da Capadócia
Jorge é da Capadócia
Jorge é da Capadócia
Jorge é da Capadócia

Ogam toca pra Ogum
Ogam toca pra Ogum

Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia

Ogam toca pra Ogum
Ogam toca pra Ogum

Jorge da Capadócia

Vale também conferir o vídeo do Acústico MTV, segue o Link:
http://www.youtube.com/watch?v=7820ssQFF3o

Tem que dar um guerra

25/01/11
Na última postagem escrevi sobre motivação, frustração e tal. Lembrei da música do comercial da cerveja. É por aí, pega leve com a vida, que ela pega leve com você. Aliás, que música linda, que comercial bonito (é velho eu sei). Parabéns aos publicitários, mas eu me senti um lixo depois de ver aquilo, todo mundo é lindo e extremamente feliz em qualquer circunstância.
Outra coisa que me ocorre então seguindo esse dois temas (a frustração e a motivação publicitária) são as pulseiras Power Balance. Que porra é essa? Que merda é essa? Quem é o sujeito safado que vende isso? Quem é o gênio (conhecedor e dominador dos assuntos de estupidez coletiva) que inventou isso? Pior, quem são os espertos que compram isso? Uns anos atrás na tinha também uma merda dessas de ouro que prometia milagres? O milagre foi o desaparecimento do responsável pelo produto, depois de milionário sumiu no mundo, hehehe.
Tudo bem que algumas invenções vistas da ótica anterior ao seu lançamento pareciam milagrosas também (Ex.: antibiótico, anticoncepcional, Viagra, forno microndas e erva Barão em Dublin). Porra, mas acreditar que uma pulseira de silicone (feia, colorida de mau gosto) possa fazer você caminhar melhor, ter mais disposição porque altera seu sistema de equilíbrio, regula sua energia. Ah, faça me o favor. Pega a pulseira e coloca ela em lugar mais apropriado caso queira sentir vibrações. Daqui um pouco vão divulgar os números disponíveis de cadeiras no céu. Pode-se optar por estar de frente a Deus ou ao lado dele. Vamos ao leilão?
O preço de custo daquela merda de pulseira (atestado de Zé mané) deve ser de 2,00 a 5,00 reais. Ela é vendida a 120,00 R$. Deveria vir com uma forca junto pro sujeito se matar depois de testar a maravilha de produto que comprou. A estupidez não tem tamanho e só isso justifica um sujeito aceitar ser infeliz a vida toda e contentar-se em comprar um iPhone (mas eu quero um também, sério) e uma pulseira Power Balance. Como diria um outro amigo meu: “Tem que dar uma guerra”. Assim as pessoas descobrem o que são problemas de verdade e necessidade reais.

Na pressão, na paixão ou ilusão.

Escrito em 24/01/11
Semana passada eu estava na minha nobre função de lavador de pratos e observava meu chefe. Diferente de mim que estou ali temporariamente e pretendo não seguir carreira, até porque ela não existe (brincadeira), os chefes estudaram um bom tempo para aquilo. Apesar da tarefa ser simples, ela exige conhecimento é claro, um certo esforço físico e possui uma responsabilidade grande, pois muitas vezes se está alimentando centenas de pessoas. Cumprindo algumas regrinhas, o trabalho exigiria nada além mais que boa vontade para se ter um “bom” (leia-se produtivo) dia de trabalho. Então para que fazer daquela atividade (na qual ele escolheu como vida, como profissão) um meio tortuoso de se matar lentamente? Fiquei me perguntando por que o cara levanta todo dia e vem trabalhar? É para sofrer? Se não quer mais, ou troca de profissão ou se conforma e muda a cara. Eu que lavo prato e chão não fico reclamando.
As pessoas levam a vida de uma forma muito mais pesada e sofrida que ela poderia ser. O cara na cozinha tem a tarefa de alimentar pessoas, responder com prontidão ao pedidos de pratos de um Menu. Ninguém está ali em campo de concentração que vai matar ou morrer por aquele prato. Por que tanto stress? Por que tanta queixa? Por que tanto sofrimento? Seria engraçado senão fosse triste, mas o sofrimento continua mesmo quando não há “pressão” de cliente algum. E eu digo pressão, mas na verdade o termo não se aplica. São clientes, são pessoas que saem para conversar com amigos, famílias, pessoas que vão namorar, comemorar e querem uma gostosa refeição servida a tempo, só isso.
O mais engraçado é que, não satisfeito com a própria insatisfação e stress, o sujeito trata de passar esse ranço adiante. Assim ele contamina o 2º e 3º chefes, os auxiliares e deixa a cozinha com clima de pré-rebelião de presídio lotado. Parece que em qualquer segundo alguém vai deflagrar uma guerra onde provavelmente todo mundo vai morrer de forma trágica e dolorida. Caramba, é só uma merda de cozinha, é apenas mais uma cozinha no mundo e provavelmente existem milhões delas. É mesmo preciso tudo isso para manter um restaurante funcionando? Se for assim eu não vou mais comer fora. Não vou estimular as pessoas a viverem assim, sobre essa forma sofrida de pressão absurda. Vamos boicotar os restaurantes. Assim eles fecham, quebram, as pessoas sofrem um pouco, alguns se matam, mas mudam essa vida de funcionários da dor. O stress deles parece de neurocirurgiães operando crianças nascidas unidas pelo cérebro. Parecem militares perdendo uma batalha sangrenta.
Eu concordo que existem responsabilidades atrás de uma pronta resposta ao cliente. Há de se ter zelo pelo bom nome do restaurante e do chefe de cozinha. Entendo também que não é fácil administrar Facebook, estoque, cozinha, funcionários, família, carreira e conta do MSN ao mesmo tempo (prioridades da vida moderna). Também sei que é fácil falar quando a responsabilidade é apenas manter as coisas limpas em tempo. Mas o povo já chega pra trabalhar contando os minutos de ir embora. Já acordam rezando para que o dia acabe e eles possam voltar logo pra cama. Vendo isso lembrei dos meus primeiros anos na PM quando via um colega dizer assim: “Que passe logo essas horas”. Ahhh, meu deus o que é isso, essa gente está morrendo, essa gente está doente. Nossa, é por isso que se vende tanta bebida e droga nesse mundo, tem que se embalar, há de se andar chapado, senão não se agüenta esse sofrimento todo.
O problema é que todo mundo gosta de adrenalina, outro sentimento natural é querer sentir-se vivo, ativo, alguns gostam mais ainda é de sentir em comando, mandar, delegar ordens. Mas isso é difícil quando está trancado o dia todo em uma cozinha. Os caras querem adrenalina na vida? Vão fazer Rappel, fazer Motociclismo. Mas o cara escolhe ser chefe de cozinha, trabalhar como escravo de um safado e quer sentir Vida nisso? Vendo-se que isso é difícil, então sem coragem e sem sabe como mudar, ele pira, surta, e vive nervoso até morrer de câncer sem nem mesmo gozar a aposentadoria que tanto esperou, já a vida foi uma merda. Favor não fazer o mesmo com você e com os outros. A vida pode ser bem melhor que isso. Usei o exemplo da cozinha, mas há muitos outros por aí.
Ah, mas olha quem falando. É verdade, conselho vindo de lavador de prato é foda mesmo. Fiquei sem argumentos. Mas eu não estou reclamando, alias, estou bem obrigado.
Não está reclamando? Então é alienado?
É questão de sentimento de mediocridade estar satisfeito com isso? Pode ser. Mas não reclamo, medíocre? Talvez. Ou será tu o presunçoso, orgulhoso?
Talvez ambos sejamos as duas coisas. O fato é que amanhã vou lavar chão, pratos e ver meu chefe se perguntando porque a toupeira do funcionário mais chinelo dele faz aquilo cantando.
Não que eu ache um sonho ficar com a cara ao chão em uma cozinha na Irlanda. É questão de satisfação, por hora estou satisfeito. Fiz e faço o melhor que posso diante das possilidades. Então estou feliz, então eu canto sim.
Escrito em 21/01/11
Cada coisa em seu tempo, dentro do nosso tempo, dentro da nossa capacidade de percepção e aceitação. Assim as coisas acontecem, evidente que se deve criar as condições para que elas ocorram, mas tudo pede um tempo, importante é não desistir.
Esse era meu pensamento, meu ponto de vista, eis que cai no meu colo (leia-se ouvidos) a música “Tente outra vez” (prefito a versão Barão Vermelho, Tio Raul que me perdoe). É isso, crie as condições, corra atrás, faça por merecer, não espere por ninguém. No final das contas é apenas você mesmo quem cria seu caminho. Então faça, e se cair (e vai), tente outra vez.

Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!...

Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!...

Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça agüenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!...

Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!...

Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!...

Tente! (Tente!)
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!...

Ouve aí um pouquinho para lembrar quanto é bom sonhar, melhor que isso é realizar.

http://www.youtube.com/watch?v=dTysnymYjvU&feature=related

Medo? Faz parte do pulo, e não de impedir de saltar.

05/01/11
Eu tenho uma amiga que mora na Espanã e ela queria saber sobre minha cidade. Então procurei vídeos da capital gaúcha no Youtube.
É involuntário, é automático e muito, muito forte. A emoção vem como soco, bate no peito e deixa agente meio atordoado. Impossível não chorar, não sentir o cheiro de churrasco e chimarrão. Mais uma vez percorri as ruas de minha cidade como se tivesse voando sobre elas. Nem vou tentar descrever o quando mágico é isso. Da mesma forma não direi que é melhor ou pior que qualquer outra, apenas que é a minha cidade e que amo demais aquele lugar.

Emociona-me também ver vídeos e fotos de Dublin. Alias, fico emocionado vendo filmes onde aparece cada cidade que já fui. Sobre isso criei uma teoria, acho que funciona mais ou menos assim. Agente vista um lugar, traz de lá lembranças e conhecimento, e em troca deixa um pedacinho do coração, deve ser isso. Quanto maior o tempo, maior o pedaço.

Desde os primeiros segundo o Ano Novo chegou dizendo a que veio, melhor impossível. Emoção é coração na mão. Decisões a serem tomadas, mudanças a serem feitas e muitas coisas boas, novas e velhas carregadas na mochila.

No sé lo que será futuro. Seguramente será la experiencia libre, rico y hermosa en general en la caminata.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Cada vez mais veloz...

Escrito em 30/12/10

2010

Incrível como chegou rápido, mais incrível como terminou rápido. Parece ter sido ontem o sufocante mês de janeiro.
Esse foi o ano dos extremos. Tudo veio em doses gigantescas. Stress, muito stress, muito cansaço mental, teve horas que foi complicado me agüentar, tive minhas razões. Foi um ano de perdas tristes, difíceis de entender, acreditar e aceitar a Providencia. Alguns momentos foram ruins de passar. Mas prossegui. E então vieram alguns perigos que deixaram algumas lições. Estranho ver isso hoje, incrível mesmo, eu sobrevivi.
Foi o ano de páginas viradas, algumas dobradas e guardadas com carinho, outras simplesmente viradas. Ciclos se completaram, outros iniciaram e assim segue a roda mágica da vida gigante, grande na beleza e na própria grandeza.
Acima disso tudo foi o ano da colheita.
Foi o ano em que colhi muita coisa plantada nos dois anos anteriores, ou até antes disso. Ano de realizações de muitos, muitos sonhos. Que na verdade nem teriam a pretensão de serem realizados ainda dentro desse período, mas foi possível. Muito mais que isso, foram mágicos muitas vezes.
Foi um ano de muito aprendizado, muito conhecimento, muito autoconhecimento. Um ano de conquistas de muitas amizades. Algumas de um dia, outras provavelmente durarão a vida toda.
Foi um ano de muita emoção, onde o coração foi exigido, testado e “judiado” inexoravelmente. E tudo isso veio mostrar, reforçar um sentimento, uma razão. Estamos vivos e é para valer, tem que fazer valer a pena. Há de jogar-se com vontade, com verdade.

E então que venha um ano novo, um Feliz Ano Novo. Que venha forte, que venha leve, que venha lindo. Espero daqui um ano poder agradecer mais uma vez pelas graças e ensinamentos recebidos. Então que venha o ano novo trazendo muito, muito amor, muita paz, muita saúde e muita luz para todos. FELIZ ANO NOVO. Bem vindo 2011.

Cada um compra a idéia que quiser, mas não tenta me vender a tua

Escrito em 29/12/10

3ª do plural (música do Engenheiros do Hawaii)

Corrida pra vender cigarro
Cigarro pra vender remédio
Remédio pra curar a tosse
Tossir, cuspir, jogar pra fora
Corrida pra vender os carros
Pneu, cerveja e gasolina
Cabeça pra usar boné
E professar a fé de quem patrocina
Querem te matar a sede, eles querer te sedar
Eles querem te vender, eles querem te comprar

Quem são eles?
Quem eles pensam que são?

Corrida contra o relógio
Silicone contra a gravidade
Dedo no gatilho, velocidade
Quem mente antes diz a verdade
Satisfação garantida
Obsolescência programada
Eles ganham a corrida antes mesmo da largada

Eles querem te vender, eles querem te comprar
Querem te matar de rir, querem te fazer chorar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?

Vender, comprar, vendar os olhos
Jogar a rede... contra a parede
Querem te deixar com sede
Não querem te deixar pensar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Escrito em 28/12/10
Quando você perdoa, você ama.
E quando você ama, a luz de deus brilha em você.

(mais uma frase do filme bobo de ontem, achei interessante também)