segunda-feira, 16 de maio de 2011

Relações Humanas

Escrito em 13/09/10
Oi, tudo bom?
Meu nome é urubu, minha natureza é feia, sou assim mesmo, me alimento da podridão e da morte. Vivo de vermes e assim faço minha felicidade. Oro pela tua treva, rezo pelo teu câncer, imagino tua carne podre saciando minha vontade, quero tua energia morta, preciso possuir o que um dia foste tu. Quero saber apenas o quanto vales morto, não me importa nada em sua vida, apenas o quanto conseguiste crescer, para mais carne eu poder comer. Se um dia te alimentei foi pensando em mim, se um dia não te matei é porque estava de barriga cheia. Nossa caminhada unida foi pacífica por conveniência, até hoje andei sobre ti vislumbrando tua queda. Meu amor sempre foi pela morte, jamais por tua vida. Nunca desejei teu bem senão por meu beneficio posterior. Hoje é dia de graça, jaz aqui aos meus pés, bendito o dia em que possuirei tua energia, vou desfazer tua existência em migalhas, rechear-me-ei e me tornarei forte na escuridão do teu sangue morto. Obrigado pela cegueira, pela tua estúpida ingenuidade. Para que não esqueça, meu nome é Urubu.

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