Entrei na Polônia pra conhecer o país de que tanto ouvi falar mas que muito pouco sei a respeito. Alias, senão não me engano, tenho até umas duas gotas de sangue vindas de lá trazidas pela 5ª ou 6ª geração.
O fato é que encontrei um país rural, industrial, turístico, de história riquíssima e cultura fervescente. Um lugar que mantém vivo sua história medieval, resquícios soviéticos e a esperança de um futuro melhor na adesão à União Européia. Essa mistura é rica, é linda, mas carrega a frieza triste no rosto do povo que caminha pelas ruas. É um sofrido povo religioso que ainda respira pobreza, tem a memória e a economia turística reerguida na lembrança de guerra. É verdade também que horas aventuradas nos esportes de inverno, mas que lembra seu atraso quando embarca em velhos e mal cheirosos trens “socialistas”. As mulheres invariavelmente de pele perfeita, hora loiras, hora de cabelos escuros, muitas vezes donas de narizes excessivamente angulosos, carregam um olhar malicioso que lembram “meretrizes”, mas que por sua arrogante postura de quem carrega a decência na vida , impõem respeito e desencorajam qualquer olhar menos respeitoso.
Evitando esses detalhes as vezes furtivos, lembro de um lugar que apesar do tempo, não cicatriza e parece não querer esquecer o passado sombrio da guerra maldita. Essa visão é do turista que foi até lá justamente com esse intuito, mas o tratamento hostil do soldado da imigração ao ver meu nome deixou clara que a ferida ainda sangra. Não é pra menos, e sempre bom lembrar, um milhão e cem mil pessoas passaram por esse e outro portão para nunca mais saírem.
Vivendo em paz em um lugar pacato, onde nos últimos quatro meses nem pneus de carro ouço cantarem, distantemente lembro que a pouco mais de ano deixei de trabalhar em um dos lugares que ainda são classificados como um dos maiores infernos na terra, mas que pouco lembram, e pouco refletem o que esse lugar representa. Eu ainda não havia sentido vergonha do meu nome, não havia experimentado o amargo da culpa que nem mesmo sei porque carrego. Segurei já saindo da boca um pedido desculpas em resposta aos olhos raivosos do militar Polonês que não escondeu o desgosto ao ler meu infame nome alemão.
O fato é que encontrei um país rural, industrial, turístico, de história riquíssima e cultura fervescente. Um lugar que mantém vivo sua história medieval, resquícios soviéticos e a esperança de um futuro melhor na adesão à União Européia. Essa mistura é rica, é linda, mas carrega a frieza triste no rosto do povo que caminha pelas ruas. É um sofrido povo religioso que ainda respira pobreza, tem a memória e a economia turística reerguida na lembrança de guerra. É verdade também que horas aventuradas nos esportes de inverno, mas que lembra seu atraso quando embarca em velhos e mal cheirosos trens “socialistas”. As mulheres invariavelmente de pele perfeita, hora loiras, hora de cabelos escuros, muitas vezes donas de narizes excessivamente angulosos, carregam um olhar malicioso que lembram “meretrizes”, mas que por sua arrogante postura de quem carrega a decência na vida , impõem respeito e desencorajam qualquer olhar menos respeitoso.
Evitando esses detalhes as vezes furtivos, lembro de um lugar que apesar do tempo, não cicatriza e parece não querer esquecer o passado sombrio da guerra maldita. Essa visão é do turista que foi até lá justamente com esse intuito, mas o tratamento hostil do soldado da imigração ao ver meu nome deixou clara que a ferida ainda sangra. Não é pra menos, e sempre bom lembrar, um milhão e cem mil pessoas passaram por esse e outro portão para nunca mais saírem.
Vivendo em paz em um lugar pacato, onde nos últimos quatro meses nem pneus de carro ouço cantarem, distantemente lembro que a pouco mais de ano deixei de trabalhar em um dos lugares que ainda são classificados como um dos maiores infernos na terra, mas que pouco lembram, e pouco refletem o que esse lugar representa. Eu ainda não havia sentido vergonha do meu nome, não havia experimentado o amargo da culpa que nem mesmo sei porque carrego. Segurei já saindo da boca um pedido desculpas em resposta aos olhos raivosos do militar Polonês que não escondeu o desgosto ao ler meu infame nome alemão.

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