quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Turismo dentro de casa

Escrito em 12/02/2012

Manhã de domingo de sol, temperatura agradável apesar do sol forte...cidade calma, numa tranqüilidade dominical que só é vista nos meses de janeiro e fevereiro. Deslizei pelas ruas como se largas fossem.... andei pelo centro parando, olhando pra cima, vendo monumentos,  prédios históricos restaurados... da Andradas, em frente a praça da Alfândega, a avenida se abre até o Guaíba e a vista é linda, por não carregar a máquina eu deixei de aproveitar alguns bons clicks hoje....

Eu sei.... falta publicar sobre fim de ano...viagem mágica pelo mundo velho....idéias soltas, desorganizadas ainda.

Portoalegresendo-se

Escrito em 07/02/2012

Bastante tempo sem escrever, na verdade bastante tempo sem publicar, pois ultimamente tenho escrito sobre viagens, pessoas novas, despedidas, pessoas velhas, despedidas, reencontros, despedidas.... Hoje cozinhei no meu apartamento depois de quase dois anos... parecia que nunca havia saído daqui.... parecia que nunca havia estado aqui. Adaptação vem de uma forma fria, sem imprecionalismo, sem euforia e em uma quase resignação de que é preciso seguir na rotina, seguir em frente criando uma rotina de retorno. Retorno que já foi mais dócil, mais fácil, mas passados os abraços de reencontros, passados os sustos da chegada, começa a saudade da sensação de ida e troca de lugar. Difícil se manter mais de um mês em um mesmo lugar....parece que paredes se aproximam e espremem idéia..... Porto Alegre é multicultural, fascinantemente, mas perigosa às vezes. Lembro dos meus lugares nesses quase dois meses aqui e vejo muita coisa boa, pessoas interessantes, lugares incríveis e idéias morrendo no vai e vem de um dia a dia pacato. Dois meses e ainda adaptando-me.....ou entro na parte viva da cidade ou saio dela. 

sábado, 29 de outubro de 2011


A palavra hoje é medo. Medo absurdo da felicidade que derrubou a porta, entrou sem pedir licença....chegou feito tornado, derrubando tudo, mexendo, revirando o pó guardados em frestas bem sujas de madeiras velhas....trouxe mudanças, novas vontades, conceitos, muita esperança, expectativas e claro, medo. Medo ridículo da morte, medo de ficar doente, medo dela, de perder ela, medo de errar com ela, medo... ridículo medo.
Insegurança de adolescente, fragilidade infantil e tolice dos velhos medrosos.
Coragem para tentar tudo, mudar o que for, por mim, por ela....
Difícil não relacionar alguns fatos à tempo perdido, difícil não relacionar outros à arrependimentos, mas tudo fez parte da construção do que sou hoje, então que assim seja, que sirva de lição, de carga de vida e seja aproveitado de alguma forma, sempre.

Coragem e vontade na viagem, expectativa ulcerante.....vontade de viajar acompanhada do medo de não chegar, de não regressar...medo mais uma vez. Tento fugir dele, mudar os pensamentos, evoluir no nível mental....melhor a qualidade dos pensamentos...briga constante....e ele volta. Como animal acuado, talvez busque nesse medo exagerado, a coragem para saltar por essa ameaça e correr para lugares mais seguros, onde o medo seria apenas uma experiência mais.
Saudade gigante, agonia visceral, um grande desconforto na ausência dela, órbita desorientada, caminhar desalinhado, solitário, foco desajustado, dependência química, genética de algo que me faltava nas veias e foi encontrado, logo depois levado embora.....algumas coisas não se medem, não se explicam e nem se busca uma razão lógica, apenas sente-se, vive-se....então viva, viva a vida, do jeito mágico que ela tem com cada um de nós. Obrigado sempre.

domingo, 11 de setembro de 2011

seus medos, seus venenos...

Escrito em 23 de agosto de 2011.

Acordei com um sussurro. Alguém me chamava, me despertava do meu sono de mochileiro exausto. Acordei palpitante, ofegante e sem saber onde estava. Na verdade eu não sabia em que país estava e com quem estava. Foram necessários poucos segundos para estabelecer a realidade, estou sozinho em um quarto de Hostel em Bruxelas. Completamente desperto eu tive tempo para pensar nos caminhos que dei à minha vida. Procurei entender meus passos, procurei saber o que me trouxe ao que eu sou hoje. Tento examinar o tamanho dos estragos das minhas frustrações, inseguranças e o quanto isso tem impedido que eu seja mais feliz. O que eu fiz da minha vida? Onde foi que eu deixei meus sonhos, minha autoconfiança que de tão grande beirava a arrogância. De onde veio essa insegurança, esse desajuste, esse desconforto com as pessoas, essa dificuldade em aceitar as pessoas e seus defeitos? Além disso, me dou conta do tamanho do estrago que tem a culpa pelos erros. Cresci e mesmo depois de bem grandinho sempre ouvi que teria tudo, que tinha a vida pela frente e ela me daria tudo. Talvez diante de tamanha oferta eu tenha esquecido que deveria fazer as coisas acontecerem. Esperei ser presenteado, o tempo passou e as coisas, o sucesso, a grandeza, o maravilhoso futuro não veio. Então me vejo traído pelo tempo, fui deixado para trás. Não fui perdoado pelos meus esquecimentos, minha preguiça, minha acomodação diante da certeza de um futuro invejável.
Agora meus pensamentos são interrompidos pelos trovões, haviam meses que eu não ouvia um. Vieram trazidos pelas chuvas fortes e os ventos cortantes dessa madrugada vazia. De volta aos meus pensamentos eu pergunto onde estará ela? A minha linda mulher, meu filho, minha casa de garagem grande e jardim perfeito? Quando foi que eu deixei de buscar isso? Ainda daria tempo de muitas coisas, mas eu seria no máximo um pai velho e um lar simples. Mas tudo tem seu tempo. Eu terei o meu? O remédio do nosso sucesso, assim como o veneno que nos mata está na nossa cabeça, preciso aprender a beber da coisa certa.

sábado, 10 de setembro de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


Todos temos fantasmas, todos vivemos em ilusão, procuramos caminhos, vivemos em duvidas....buscamos paz e as vezes desistimos do amor.
Desmonte seus monstros, construa sua vida e viva seus sonhos. Chore muito, chore todos os dias....chore na presença da beleza, veja beleza onde puder, feiúra apenas onde houver e distribua amor sempre que puder. Peça perdão, agradeça, reze e seja sincero quando rezar, mas seja acima de tudo, honesto com você mesmo. 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eu...


Quando criança, eu chutei gato, levei mordida de cachorro, corri de lagarto e de galinha. Eu já fiquei pendurado pela cabeça em uma arvore, depois foi pelo pé, mas foi pulando do telhado que eu cortei a boca.

Eu prendi meu dedão no pedal da bicicleta, corri de mãe da água, roí osso roubado de cachorro, joguei pedra no vizinho, roubei beijo da vizinha e neguei beijo para a prima.
Joguei muito futebol na beira da praia, chorei de medo no mar, dei risada na casinha dos salvas vidas e joguei bixiga nos desavisados. Fiz muita arte quando moleque....
Mesmo que um teço-teco, eu já pilotei avião, já caí de moto, andei de kart e dirigi caminhão. Jet-ski eu já montei, mas não dominei, assim como o cavalo xucro que uma vez me deram. Ski só de tênis e o tombo não foi bonito. Já fui Skeitista (patético), fiz natação, Judô, Aikido, Tênis, Paddle, e até em campeonato de vôlei eu joguei, mas prefiro futebol e minha bicicleta.
Eu já fui office boy, lavador de prato, vendedor de roupa, colocar de película de carro, segurança, auxiliar de escritório, pintor, garçom, carregador de copo, estudei para ser comissário de vôo e hoje sou PM. Eu ainda não entrei na universidade, mas passei por 6 escolas e uma infinidade de cursinhos. Sonho com a psicologia, sociologia e quem sabe a sala de aula.
Em poucas coisas eu me considero bom, uma delas é dirigir, ser chato também. Já tive mulheres interessantes, muitas delas bonitas, mas já fiz caridade também. Muitas me fizeram rir, poucas me deixaram chorar. Me apaixono fácil, mas também me desapego rápido.
Eu nunca saltei de pára-quedas, mas pulei muito de ponte. Já plantei um alguma árvore mas não me lembro bem onde, já salvei algumas vidas e nunca pretendo escrever um livro. Já admirei bandido e odiei padre. Aprendi que nem todo mundo é tão mal que não possa fazer o bem, e que, nem todo mundo é tão bom que não possa fazer o mal. Descobri que nada é tão ruim que não possa piorar, ou tão bom que não possa melhorar. Eu estive em Paris, Londres e outros lugares do mundo civilizado, mas creio que minha realização estaria nas visitas pela África. Já corri de tiro e facada, mas nunca me dobrei pra ninguém. Em alguns momentos demonstrei muita coragem, mas já carreguei a vergonha da covardia.
Viagei bastante, tomei muito banho de piscina, tentei ser surfista, visitei os maiores, melhores e mais antigos museus do mundo, li muito, recortei mapas, assisti muitos filmes, dancei muito, fiz muita festa, comi e bebi de quase tudo um pouco, mas resumo “a maravilha” nas coisas simples e boas da vida. Gosto mesmo é de um chimarrão com os amigos ou uma cerveja com carne, o lugar é irrelevante, importante são as pessoas....a felicidade está na simplicidade, na amizade e na maravilhosa relação entre as pessoas, suas energias, suas experiências. O melhor de tudo é dividir suas alegrias, realizações, angustias, frustrações e somar conhecimento, amizades e seguir sempre crescendo, aprendendo, evoluindo. Patrimônio é bom, mas o conhecimento é inalienável. E felicidade, só é verdadeira quando compartilhada.
De hoje em diante eu não sei o que vem, quem vem e então é sim tudo ainda meio novo, apenas peço sabedoria para reconhecer os bons e proteção para evitar os maus. 

sábado, 9 de julho de 2011

Talvez meu coração seja como um rabo de lagartixa, perco um pedaço cada vez em que ele é tocado. Assim como o também pegajoso bixinho, meu coração até se reconstrói depois, nasce um novo pedaço, a diferença é que passo assim a sentir tudo multiplicado, pois não perco a sensibilidade de cada pedaço que um dia foi perdido. Tenho mil corações, muitas razões, muitas vontades, desejos, amores, desencontros, frustrações e vontades. Sobre tudo tenho um arquivo aparentemente infinito e nele guardo ainda em cores fortes quase todas as luas que um dia me banharam.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sorrindo...

Sorri
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri
Quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorri
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

Tradução da música "Smile" de Charles Chaplin

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sólo le pido a Dios
Que el dolor no me sea indiferente,
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacío y solo sin haber hecho lo suficiente.

Sólo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente,
Que no me abofeteen la otra mejilla
Después que una garra me arañó esta suerte.

Sólo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.

Sólo le pido a Dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede más que unos cuantos,
Que esos cuantos no lo olviden fácilmente.

Sólo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente,
Desahuciado está el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente.


sábado, 4 de junho de 2011

...

Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe essa oração



http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE

sábado, 21 de maio de 2011



Cheiro de casa, cheiro de chá, cheiro de canela, da cidade de Canela, jeito de interior, do interior do campo. Onde as coisas simples não são feias, onde a simplicidade não é confundida com ignorância e onde a ignorância é bem simples.
Poucas coisas possuem o poder de reavivar a nossa memória como os aromas, eu entrei em uma pequena loja de produtos naturais, bem pertinho aqui de casa. Na verdade eu abri um portal. A decoração é diferente, o ar é leve, os sorrisos são sinceramente macios e o aroma eu já disse, é de casa. É de alguma casa, não sei ainda qual casa seria, se a minha, a nossa, a dos meus sonhos ou alguma qualquer. Eu não sei porque entrei, eu estava passando na frente e pulei para dentro. A troca da temperatura, da energia, da leveza do ar me deixou ali parado uns minutos, apenas entrei e fiquei parado sem fazer nada. Depois, devagarzinho me aproximei da prateleira dos chás, dos cafés. Me senti acariciado, acariciando aquelas coisas, aquela loja como se fosse minha, como se fosse minha memória, minha casa. Quando eu vi a atendente do caixa com um lenço preso na cabeça de uma forma tão simples e diferente, eu a reconheci na hora. Era uma amiga, na verdade eu não sei se é, mas senti como se fosse.
Então entre alguns ombros, cabeças e coisas ela curvou o corpo, espichou o pescoço, encontrou meu olhar e disse: “Oi”. Eu senti tanta vontade de chorar, de correr e abraçar ela. Lembrei da minha mãe, da minha bisa, parecia uma grande amiga perdida, eu não sei porque, eu só queria abraçar ela.
Eu ando um pouco triste, na verdade bastante triste, um pouco perdido, um pouco sozinho, um pouco longe de casa, um pouco com saudade de casa, um pouco doente, um pouco inseguro, um pouco iludido, um pouco enganado, um pouco medroso e um pouco emotivo. Espero que tudo passe, tudo fique mais claro, mais limpo e com uma energia mais colorida, mais vida, mais brilho, um pouco mais de luz para iluminar as minha vistas embebidas na escuridão da incerteza e medo de quem hoje acordou com um medo absurdo do amanhã. Posso ficar na cama e me esconder do mundo? Acho que não por muito tempo, mas hoje era tudo que eu queria.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Os sonhos que nós temos, cada com o seu...

“Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieto. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo capaz de atravessar — mentalmente, dormindo ou acordado — todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência. Não, não me atrevo. Então fico ainda mais confuso, porque também não sei se tudo isso não teria sido nem sonho, nem imaginação ou delírio, mas outra viagem chamada desejo.”

Caio F. Abreu

Um ano na Estrada

Escrito em 11/05/2011

Um ano de Dublin. Um ano fora de casa. Mas que casa? O que é uma casa? É a nossa família e a sensação de proteção que ela nos oferece? É isso somado as lembranças das ruas por onde crescemos? É a cidade onde estão nossos amigos? Eu ainda não sei o conceito disso, mas sinto uma falta dolorida do que eu tenho na idéia como sendo a minha casa.
Foi ano cheio de coisas novas, cheio de estranhezas, medos, encantos, contradições e muitas diversões. Quando encaro o espelho percebo alguns sinais do tempo na pele seca do meu rosto. Se eu envelheci em um ano e consigo perceber isso, o quanto os outros não perceberão? Não foi apenas a pele que mudou, o coração mudou, a cabeça virou e os ombros estão mais largos. Hoje eu quero carregar uma mochila maior, meu mundo tem mais coisas, minha bagagem tem mais peso, mas a vida ganhou leveza. Aprendi a carregar apenas o que realmente preciso, doar o que posso e eliminar o que faz mal. As duvidas hoje são maiores que antes de viajar, os passos iniciados no aeroporto de casa ainda não foram interrompidos e parecem não querer parar, mas a saudade teima em bater e as lágrimas em rolar.
Foi um ano onde as distâncias diminuíram, por exemplo, a distancia entre a euforia alegre e o encanto emocionado. Algumas outras distâncias ficaram estupidamente, dolorosamente maiores. Mas dizem que a vida é assim, não se pode ter tudo, não se pode ganhar sempre. E não é que eu só queira ganhar, eu apenas estou cansado de perder.
Hoje eu faço um ano de Irlanda, hoje eu recomeço aqui, e nada melhor para recomeçar que pessoas novas na nossa vida. Pessoas alegres, pessoas com brilho nos olhos e palavras proferidas em sotaque caseiro. E já que é para recomeçar, então que venha com um trabalho novo, melhor que isso. No mais famoso e antigo Pub de Dublin. O meu Pub preferido é a partir de hoje o meu local de trabalho.
Com tudo isso eu deveria estar eufórico, mas estou triste, estou sozinho em Dublin, assim não tem graça. Contradição, razão e emoção. Vivo alternando entre isso.

APRENDERÁS...

Escrito em 09/05/11

Después de algún tiempo aprenderás la diferencia entre
dar la mano y socorrer a un alma...
...Y aprenderás que
amar no significa apoyarse, y que compañía no siempre
significa seguridad...
Comenzaras a aprender que los besos no son contratos,
ni regalos, ni promesas...
Comenzarás a aceptar tus
derrotas con la cabeza erguida y la mirada al frente,
con la gracia de un adulto y no con la tristeza de un
niño...
Y aprenderás a construir hoy todos tus
caminos, porque el terreno de mañana es incierto para
los proyectos y el futuro tiene la costumbre de caer
en el vacío.
Después de un tiempo aprenderás que el sol quema sí te
expones demasiado...
Aceptarás que incluso las
personas buenas podrían herirte alguna vez y
necesitarás perdonarlas...
Aprenderás que hablar
puede aliviar los dolores del alma...
Descubrirás que lleva años construir confianza y apenas unos
segundos destruirla,
y que tu también podrás hacer
cosas de las que te arrepentirás el resto de la vida...
Aprenderás que las verdaderas amistades continúan
creciendo a pesar de las distancias...
Y que no importa
que es lo que tienes, sino a quien tienes en la vida...
Y que los buenos amigos son la familia que nos
permitimos elegir...
Aprenderás que no tenemos que cambiar de amigos, sí
estamos dispuestos a aceptar que los amigos cambian...
Te darás cuenta que puedes pasar buenos momentos con
tu mejor amigo haciendo cualquier cosa o nada,
solo por el placer de disfrutar su compañía...
Descubrirás que muchas veces tomas a la ligera a las
personas que más te importan y por eso siempre debemos
decir a esas personas que las amamos, porque nunca
estaremos seguros de cuando será la ultima vez que las
veamos...
Aprenderás que las circunstancias y el ambiente que
nos rodea tienen influencia sobre nosotros, pero
nosotros somos los únicos responsables de lo que
hacemos...
Comenzarás a aprender que no nos debemos
comparar con los demás, salvo cuando queramos
imitarlos para mejorar...
Descubrirás que se lleva mucho tiempo
para llegar a ser la persona que quieres ser, y que el
tiempo es corto.
Aprenderás que no importa a donde llegaste, sino a
donde te diriges y si no lo sabes cualquier lugar
sirve...
Aprenderás que si no controlas tus actos,
ellos te controlaran y que ser flexible no significa ser débil
o no tener personalidad,
porque no importa cuan
delicada y frágil sea una situación:
siempre existen dos lados.
Aprenderás que héroes son las personas que hicieron lo
que era necesario, enfrentando las consecuencias...
Aprenderás que la paciencia requiere mucha práctica.
Descubrirás que algunas veces, la persona que esperas
que te patee cuando te caes, tal vez sea una de las
pocas que te ayuden a levantarte.
Madurar tiene mas que ver con lo que has aprendido de
las experiencias, que con los años vividos.
Aprenderás que hay mucho mas de tus padres en ti de lo
que supones.
Aprenderás que nunca se debe decir a un niño que sus
sueños son tonterías, porque pocas cosas son tan
humillantes y sería una tragedia si lo creyese porque
le estarás quitando la esperanza...
Aprenderás que cuando sientes rabia, tienes derecho a
tenerla, pero eso no te da el derecho de ser cruel...
Descubrirás que solo porque alguien no te ama de la
forma que quieres, no significa que no te ame con todo
lo que puede, porque hay personas que nos aman, pero
que no saben como demostrarlo...
No siempre es suficiente ser perdonado por alguien,
algunas veces tendrás que aprender a perdonarte a ti
mismo...
Aprenderás que con la misma severidad conque juzgas,
también serás juzgado y en algún momento condenado...
Aprenderás que no importa en cuantos pedazos tu
corazón se partió, el mundo no se detiene para que lo
arregles...
Aprenderás que el tiempo no es algo que pueda volver
hacia atrás, por lo tanto, debes cultivar tu propio
jardín y decorar tu alma, en vez de esperar que
alguien te traiga flores.
Entonces y solo entonces sabrás realmente lo que
puedes soportar; que eres fuerte y que podrás ir mucho
mas lejos de lo que pensabas cuando creías que no se
podía más.
Es que realmente la vida vale cuando tienes el valor
de ¡enfrentarla!

William Shakespeare

Plim Plim

Escrito em 05/04/2011

Não foi namoro, foi casamento desde o inicio

RESSURGE A DEMOCRACIA
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas,
independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes aos seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada. Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo. Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez. Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos.
Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo. As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, "são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.
No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei. Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.
Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País. Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.
Editorial do jornal "O Globo" do Rio de Janeiro, em sua edição de 02 de setembro de 1964.

É para quem ainda duvida que as Organizações Globo apoiaram e muito se beneficiaram com a Ditadura Militar.

Postado por Juremir Machado em 05/04/2011 no Correio do Povo que titulou a matéria assim: "Quando o Jornal O Globo bajulava a Ditadura Militar".
Nós faremos tudo isto
Tudo
Sozinhos
Nós não precisamos
De nada
Ou de ninguém
Se eu deitar aqui
Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?
Eu não sei direito
Como dizer
Como me sinto
Aquelas três palavras
são ditas demais
Elas não são o suficiente
Se eu deitar aqui
Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?
Esqueça o que foi dito
Antes de ficarmos muito velhos
Mostre-me um jardim que esta se abrindo para a vida
Vamos passar o tempo
Perseguindo carros
Em volta de nossas cabeças
Eu preciso de sua graça
Para me lembrar
De encontrar a minha
Se eu deitar aqui
Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?
Esquecer do que nos falam
Antes de ficarmos muito velhos
Mostre-me um jardim que esta se abrindo para a vida
Tudo que eu sou
Tudo que eu sempre fui
Esta aqui em seus olhos perfeitos, eles são tudo o que eu consigo ver
Eu não sei onde
também estou confuso sobre o "como"
Apenas sei que estas coisas nunca mudarão para nós
Se eu deitar aqui
Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

Link:
http://www.youtube.com/watch?v=bJxa2J1T9Ng

O boçal, as abóboras, os bailes e a besta

Escrito em 01/04/11

Tudo o que eu gostaria era que as casas representativas do povo fossem repletas de Bolsonaros. E eu não digo isso por concordar com a filosofia de extrema direita dele, muito menos com a boçalidade enraizada naquele ser. Menos ainda com o racismo e a homofobia que exalam dele. Eu acho tudo isso muito pobre, muito baixo e de uma ignorância tremenda. Até assusta-me saber que essas coisas venham de um Oficial das Forças Armadas e que hoje é um deputado bem votado. Mas eu gosto da opinião escancarada, quase caricatural dele. E adoraria que todos os políticos fossem assim, gritassem aos ventos as suas opiniões, suas convicções. Dessa forma o cidadão, ciente da forma de pensar desse candidato, teria pelo uma chance em votar em alguém condizente com suas crenças. O que se vê hoje são discursos prontos, montados para agradar a quase todos e com uma censura que proíbe quaisquer palavras que possam acarretar em perda de votos. Esse modelo de político é tão sujo, talvez até mais feio que o próprio Bolsonaro, que dentro da sua terrível verdade pessoal, bate no peito e assume a forma de pensar e as coisas que diz. A coragem dele é inegável e deveria ser estimulada. Não deveriam repreender alguém que diz o que pensa, por mais que se discorde das coisas ditas. Esse massacre, esses ataques contra o deputado com ares nazistas, fazem com que os outros deputados apenas reforcem a idéia do discurso perfeito. É uma pena que o país ainda não tenha aprendido a exercer e deixar que exerçam o direito de opinião. E eu não digo se deva ouvir calado tudo o que o infeliz falou. Acho válido o debate sobre o que foi dito, algumas coisas até poderiam passar em branco, pois nem merecem discussão de tão absurdas. De qualquer forma, deixem o homem falar, deixem a Direita Nacionalista mostrar a cara. Ou preferem o estilo “bom painho” Antônio Carlos Magalhães, quem sabe o modelo “Democrata” de Ônix Lorenzoni então? É direito dele e facilita muito a vida do eleitor. É uma pena que os outros não tenham a mesma burra coragem e se escondam na vergonhosa esperteza. Mas pelo jeito a regra é essa, é assim que o brasileiro prefere.

Enquanto isso Porto Alegre continua sangrando, chorei lendo as noticias que há meses resistia em ler. É empresário assassinado pela quadrilha de roubos de carros. É criança violentada, é máfia dos jogos e uma variedade de mazelas que retratam a doença enraizada na cultura da omissão, da desinformação e do egoísmo no jeito simpático do brasileiro viver.

Na Líbia, a Força de Coalizão (isso soa como a liga da justiça) luta contra o mau e promete continuar a salvar o mundo das mãos dos tiranos. Tribunal Internacional para julgamento de crimes contra a humanidade? Zona de Exclusão Aérea? Os EUA reconhecem a legitimidade do Governo Rebelde e apóia as negociações de paz? Que porra é essa, quem acredita nisso ainda? A vergonha no Iraque nem acabou e eles já criaram essa. Eu queria ter nascido homem, ter vergonha na cara e explodir uma loja da Ford ou um McDonalds cheio de criança loirinha brincando no 4 de julho. Quem sabe assim o mundo não pára e pensa na guerra.

A pior doença social é a inaptidão de entender os fatos históricos e suas circunstâncias.
Isso me lembra a covardia. E ela não tem apenas dois lados, são três. O que morre, o que mata e o que deixa matar. Se um dia um tirano mata judeus, porque você deveria temer? Você não é Judeu mesmo. Logo ele começa a matar negros. Mas porque temer, você é branco. Depois vem a Líbia, mas ninguém dá bola, eu nem sei onde é a Líbia. E quando esse tirano bater no seu ombro e dizer que é a sua vez, não adianta chorar, estão todos dominados ou mortos, ninguém pode te socorrer, ninguém mais tem força para lutar.

Eu queria lutar, eu queria era poder ajudar, mudar, informar, derrubar alguns e levantar outros, mas hoje me sinto fraco. Perdi as forças, os anos de trabalho, formação e estudo não me fortaleceram, não me encorajaram e mesmo me fazendo entender um pouco o funcionamento da estrutura vil que mantém a doença dentro do nosso grande jardim, eu não me sinto capaz de fazer oposição. Hoje estou como um para o pai que chora a morte do filho abraçado ao corpo caído e não tem força e cabeça para levantar os olhos e ver o assassino fugir caminhando.
Talvez seja apenas a covardia abastecida pelo conforto do banho quente e a cama limpa.

Todo Cambia


Escrito em 24/03/11

Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo

Cambia el clima con los años
Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia el mas fino brillante
De mano en mano su brillo
Cambia el nido el pajarillo
Cambia el sentir un amante

Cambia el rumbo el caminante
Aúnque esto le cause daño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia

Cambia el sol en su carrera
Cuando la noche subsiste
Cambia la planta y se viste
De verde en la primavera

Cambia el pelaje la fiera
Cambia el cabello el anciano
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Pero no cambia mi amor
Por mas lejo que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente

Lo que cambió ayer
Tendrá que cambiar mañana
Así como cambio yo
En esta tierra lejana

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia

Pero no cambia mi amor...

Música de Mercedes Sosa